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19/12/2016

Vale quer fornecer níquel para baterias de carros elétricos

Fonte: O Globo

Enquanto se desfaz de ativos e reduz investimentos, a Vale busca novos mercados para seus produtos. A empresa quer se tornar fornecedora de níquel para produção de baterias de carros elétricos. Segundo o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, a companhia estaria bem posicionada para atender ao mercado automotivo de Estados Unidos, Canadá e Ásia.

Ferreira participou ontem de evento em Nova York, quando anunciou corte de 19,6% — para US$ 4,5 bilhões — na previsão de investimento para 2017, na comparação com este ano. Com a queda no preço do minério ontem, as ações da Vale na Bovespa caíram 4,18% (preferenciais), para R$ 26,35, e 5,9% (ordinárias), para R$ 29,18.

A Vale é a maior produtora de níquel do mundo, segmento em que atua desde a compra da canadense Inco, há dez anos. Tem minas em Canadá, Nova Caledônia e Indonésia, além de no Norte do Brasil. Nos nove primeiros meses de 2016, a produção atingiu 228 mil toneladas. Com os preços em baixa nos últimos anos, Ferreira cogitou fazer um IPO (abertura de capital) da unidade de metais básicos, na qual se insere o níquel, mas mudou de ideia.

— O crescimento de carros elétricos será explosivo. Acredito que, em cinco anos, teremos metade da produção de carros nos países do G7 (grupo que reúne EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) de carros elétricos. Temos capacidade para suprir (parte da necessidade) dos mercados de América do Norte e Ásia — disse Ferreira durante o Vale Day, quando a companhia divulga seu plano de investimento para os próximos anos.

Liliane de Souza, coordenadora do Laboratório de Acumuladores de Energia Elétrica do Senai, avalia que o cenário vislumbrado por Ferreira pode ser viável se considerados os chamados carros híbridos, movidos a motores de propulsão (como os tradicionais) e a motores elétricos.

Segundo ela, o maior obstáculo ao desenvolvimento dos carros elétricos são as redes de abastecimento — postos com estrutura para alimentação de baterias. Há quatro tipos de baterias em uso ou teste. A mais desenvolvida é a de íon-lítio.

META DE DIMINUIR DÍVIDA EM 2017

Ferreira anunciou novas projeções de investimentos. A previsão para o próximo ano é de US$ 4,5 bilhões, abaixo da estimativa para 2016, de US$ 5,6 bilhões. No Vale Day do ano passado, as projeções eram de US$ 6,2 bilhões para 2016 e US$ 5,3 bilhões para US$ 2107. Nos nove primeiros meses do ano, foram investidos US$ 4 bilhões.

A redução de investimentos se deve, principalmente, ao fato de que os principais projetos de expansão, como o S11D (expansão de Carajás, no Pará), estão em início de operação.

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Com menor necessidade de investimento, o ciclo de desinvestimento da Vale também vai chegando ao fim. Além disso, Ferreira reconheceu que a alta nos preços das commodities metálicas e do minério de ferro reduz a necessidade de vendas de ativos. Desde 2011, quando assumiu a presidência da Vale, foram US$ 12,7 bilhões em desinvestimentos.

A venda de ativos tinha o objetivo de fazer mais caixa e reduzir a dívida. Segundo o executivo, se o preço do minério de ferro se mantiver na faixa de US$ 60 a tonelada, a empresa alcançará a meta de reduzir a dívida líquida para entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões no ano que vem. Ontem, a cotação no mercado à vista chinês fechou em US$ 77,30 a tonelada, queda de 4,37%. No fim de setembro, o endividamento estava em US$ 25,9 bilhões.

Ferreira disse que está confiante na renovação do acordo de acionistas. Na véspera, o Conselho de Administração da Vale aprovou a distribuição de US$ 250 milhões aos acionistas em dividendos, referentes a 2016.


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