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Superligas

Desenvolvimento, Propriedades e Aplicações das Superligas de Níquel


a) Desenvolvimento das Superligas de Níquel

Os modernos jatos usados como propulsores de aviões tiveram seu projeto inicial desenvolvido décadas antes do surgimento de materiais adequados para essa aplicação. Já no início do século XX era conhecida toda a teoria mecânica necessária para projetar turbinas de aviões a jato, porém naquela época ainda não se conhecia materiais que pudessem preencher todos os requisitos de resistência à corrosão e ao amolecimento causado por condições muito agressivas em altas temperaturas associadas a esse tipo de aplicação.

O desenvolvimento das chamadas superligas, de níquel, de cobalto e de ferro começou nos Estados Unidos nos anos 1930, porém ao longo dos anos as superligas de níquel tornaram-se as mais utilizadas. Além das turbinas de jatos, as superligas de níquel encontram aplicações variadas em altas temperaturas, como em motores de foguetes e veículos espaciais em geral, reatores nucleares, submarinos, usinas termoelétricas, equipamento petroquímico, por exemplo. Entretanto, a principal aplicação dessas ligas continua sendo seu uso em turbinas de jatos de aviação.

Outros materiais, como ligas de cromo, de outros metais de mais alto ponto de fusão, e cerâmicos refratários, têm sido estudados como possíveis alternativas ao uso das superligas de níquel, porém até o momento, não foi encontrada nestes materiais uma melhor combinação de propriedades requeridas para esse tipo de aplicação do que a atualmente obtida com as superligas de níquel [1,2].


b) Propriedades das Superligas de Níquel

Propriedades Mecânicas

A razão primordial para a existência das superligas de níquel com diferentes composições químicas é a sua excelente resistência mecânica num amplo intervalo de temperaturas. A estrutura cristalina compacta cúbica de face centrada (CFC) da matriz austenítica das superligas de níquel, como já foi comprovado, apresenta grande capacidade de manter resistência à tração, à ruptura e boas propriedades de fluência em temperaturas homólogas muito mais altas do que as ligas de matriz cúbica de corpo centrado (CCC) por causa de vários fatores, incluindo o excelente módulo de elasticidade e a alta difusividade que os elementos secundários possuem nesse tipo de matriz. É de grande importância a grande solubilidade de muitos elementos de liga na matriz austenítica e a capacidade de controle da precipitação de fases intermetálicas como a gama linha, que conferem alta resistência mecânica. O endurecimento também pode ser aumentado pela formação de carbetos e também pela dissolução de alguns elementos na matriz (endurecimento por solução sólida). Essa capacidade de endurecimento dessas ligas austeníticas de níquel, de cobalto e de ferro as torna adequadas para aplicações em turbinas de jato e motores de foguetes, que exigem alta resistência mecânica em média e alta temperatura.

Entretanto, não apenas a resistência mecânica/dureza é importante nesse tipo de aplicações. A dutilidade nas condições de serviço também é importante, e a maioria das superligas apresenta boa dutilidade. As superligas em geral apresentam também boa resistência ao impacto, à fadiga de alto e de baixo ciclo e à fadiga térmica [1].

Propriedades Físicas

O níquel puro possui densidade de 8,9 g/cm3, ponto de fusão 1455 ºC, estrutura cristalina CFC (cúbica de face centrada). A densidade da maioria das superligas de níquel fica entre 7,79 e 9,32 g/cm3. Por exemplo, a densidade da Inconel 100 (contém cerca de 60 % de níquel) é de 7,79 g/cm3, devido aos elevados teores de alumínio e de titânio, ao passo que as superligas com altos teores de tungstênio e tântalo chegam a densidades da ordem de 9,07 g/cm3. A densidade é uma propriedade importante para as superligas de níquel, uma vez que a redução da densidade do componente de turbina de jato leva a um aumento das tensões centrífugas, reduzindo a vida útil do componente.

A condutividade térmica do níquel puro é da ordem de 0,089 (W/mm2)/(ºC/mm), portanto superior à do ferro puro (CCC: cúbico de corpo centrado), que atinge somente 0,072 (W/mm2)/(ºC/mm). Porém a condutividade térmica das superligas é muito inferior, da ordem de 10 % desses valores, devido à adição de muitos elementos de liga em elevados teores. O ideal seria obter superligas com maior condutividade térmica, já que isso seria importante para dissipar calor e assim minimizar os gradientes de temperatura, reduzindo então as tensões térmicas e assim a tendência de ocorrer falha por fadiga térmica.

A expansão térmica nas superligas de níquel é menor do que nas ligas ferrosas austeníticas e isso são importantes do ponto de vista da aplicação em turbinas de jatos, já que esses componentes são projetados com estreitas tolerâncias dimensionais para operar bem em serviço, além de um baixo coeficiente de expansão térmica contribuir para minimizar as tensões térmicas, minimizando assim a ocorrência de empenamento e fadiga térmica [1].


C) Superligas de Níquel Mais Utilizadas e suas Aplicações

Ligas Trabalhadas

No final de 1941 na Grã-Bretanha foi lançada no mercado a liga Nimonic 75 e pouco depois a liga endurecível por precipitação denominada Nimonic 80. Estas ligas nada mais eram do que modificações da liga já existente contendo 80 % de níquel e 20 % de cromo com adições de titânio e alumínio para viabilizar o endurecimento por precipitação através da formação de precipitados do tipo gama linha, ou seja, de partículas coerentes com estrutura cristalina tipo CFC e composição química do tipo Ni3(Al,Ti).

Nos Estados Unidos o monel (liga níquel-cobre) endurecido pelos precipitados gama linha está em produção comercial desde 1928, e o níquel endurecível por precipitação desde 1934. Desde 1939 começou o desenvolvimento de ligas níquel-cromo-ferro, assim como de tratamentos térmicos de solubilização e envelhecimento de modo a maximizar sua resistência mecânica em alta temperatura. Estas ligas são baseadas no Inconel 600 (que fica em solução sólida em alta temperatura) e envolve a adição de titânio e de alumínio para obter o efeito de endurecimento por precipitação através da formação de partículas de fase gama linha. A adição de 1 % de nióbio então criou a amplamente usada liga Inconel X-750.

Durante o final dos anos 1940 foram desenvolvidas as ligas Waspaloy e M-252, que se caracterizaram pela adição de molibdênio com duplo efeito de endurecimento por solução sólida e de formação de carbetos. Estas ligas foram então muito usadas na fabricação de palhetas de turbina forjadas. Na verdade, a primeira aplicação de muitas ligas de níquel trabalhadas foi na fabricação de palhetas de turbinas. Mais recentemente estas ligas também passaram a ser usadas na fabricação de outros componentes e algumas ligas foram desenvolvidas especificamente para a fabricação desses outros componentes. Das ligas de desenvolvimento mais antigo, a M-252 permanece em uso na fabricação da estrutura de turbinas, enquanto a liga Waspaloy, desenvolvida inicialmente para a fabricação de palhetas de turbinas, passou a ser usada, de modo bem sucedido, na fabricação de componentes para rodas e de chapas soldadas.

Outra liga importante dentro deste grupo é a liga Incoloy 901. Estas ligas, assim como outras ligas trabalhadas à base de níquel como Waspaloy e Astroloy encontram sua principal aplicação em discos forjados de turbinas. Essas ligas apresentam alta resistência mecânica nas temperaturas de serviço dos discos de turbinas. A aplicação de materiais com resistência mecânica ainda mais alta permitiria o uso de discos mais finos, reduzindo o peso dos componentes e melhorando o desempenho dos motores. Uma das ligas mais interessantes para essa aplicação é a liga AF2-1DA. Após 11o horas a 650 ºC a liga Incoloy 901 rompe a uma tensão de 634 MPa, a Inconel 718 a 724 MPa, a Waspaloy a 758 MPa, a Astroloy a 903 MPa e a AF2-1DA a 1083 MPa [1].

Ligas Fundidas

Ao final dos anos 1950 o aumento das temperaturas de serviço das turbinas era limitado pela capacidade das ligas trabalhadas disponíveis, que, além disso, apresentavam dificuldades no forjamento. Por este motivo, ligas com composição química que permitem mais alta resistência mecânica só podem ser fabricadas por fundição (processo "investimento", ou seja, por cera perdida). Entre as ligas fundidas mais usadas estão a 713C, a Inconel 100, a B-1900, a Udimet 500, a René 77, a René 80 e a Inconel 738.

A necessidade de desenvolver ligas com melhor resistência à corrosão em altas temperaturas e boa resistência mecânica levou ao aumento do teor de cromo, principalmente no caso da fabricação de turbinas industriais a gás que devem suportar longo tempo de serviço em alta temperatura, resistindo à corrosão a quente. Algumas dessas turbinas podem operar com combustíveis contendo enxofre e vanádio, ou podem ser utilizadas em embarcações, entrando em contato com sais marinhos. Para essas aplicações foram desenvolvidas ligas com melhor resistência à corrosão em altas temperaturas, embora mantendo simultaneamente alta resistência à ruptura por fluência. Exemplos de ligas desenvolvidas com esta finalidade são a Inconel 738, a Mar-M 421, a Udimet 710, e, posteriormente, ligas com maior resistência mecânica mantendo alta resistência à corrosão, como a René 80, a Inconel 792 e a Mar-M 432. A boa resistência à corrosão dessas ligas é obtida pela manutenção de teores de cromo moderadamente altos juntamente com uma razão titânio/alumínio relativamente alta e utilizando-se um balanço cuidadoso de adições de metais refratários. Destas ligas testadas em laboratório as que apresentaram resistência á corrosão em alta temperatura mais elevada foram às ligas Udimet 500 e Inconel 738. Estas ligas são competitivas com superligas de cobalto em termos de resistência à corrosão em alta temperatura. Enquanto a liga Udimet 500 é de desenvolvimento mais antigo e apresenta capacidade de resistência mecânica em alta temperatura (935 ºC) moderada, a liga Inconel 738, desenvolvida mais recentemente, apresenta maior capacidade de resistência mecânica em alta temperatura (980 ºC).

Ligas como a B-1900, a 713C e a Inconel 100 oferecem uma excelente combinação de resistência mecânica em temperaturas intermediárias e elevadas. Inconel 738 e René 80 foram desenvolvidas posteriormente e além de alta resistência mecânica, apresentam excelente resistência à corrosão em alta temperatura. As superligas de níquel fundidas, em geral, oferecem uma ótima combinação de resistência mecânica em altas temperaturas e em temperaturas intermediárias, necessária para a aplicação em palhetas de turbinas. Além disso, apresentam boa dutilidade, resistência à oxidação/corrosão em alta temperatura, estabilidade microestrutural e fundibilidade. Essa combinação de propriedades levou a uma ampla utilização em ventoinhas, rodas e palhetas de turbinas.

O uso do háfnio, em ligas como TRW-NASA VIA e Mar-M 247, melhora a dutilidade em temperaturas intermediárias, embora estas ligas, que apresentam elevada resistência mecânica, possuam resistência à corrosão relativamente baixa. Por outro lado, a liga Inconel 792 combina a alta resistência mecânica da liga Inconel 100 com a excelente resistência à corrosão em alta temperatura da liga Udimet 500.

As tabelas mostradas a seguir apresentam dados de composição química e de resistência mecânica das superligas de níquel mais utilizadas [1].


Tabela 1.1 – Composição Química de Superligas de Níquel Fundidas.

Liga Ni Cr Co Mo W Ta Nb Al Ti C B Zr Outros
713C 74 12,5 --- 4,2 --- --- 2,0 6,1 0,8 0,12 0,012 0,10 ---
713LC 75 12,0 --- 4,5 --- --- 2,0 5,9 0,6 0,05 0,010 0,10 ---
B-1900 64 8,0 10,0 6,0 --- 4,0 --- 6,0 1,0 1,0 0,015 0,10 ---
FORD 406 60 6,0 10,0 1,0 8,5 6,0 2,0 4,5 2,0 0,13 0,018 0,06 ---
Inconel 100 60 9,5 15,0 3,0 --- --- --- 5,5 4,2 0,18 0,014 0,06 1,0 V
Inconel 162 73 10,0 --- 4,0 2,0 2,0 1,0 6,5 1,0 0,12 0,020 0,10 ---
Inconel 731 67 9,5 10,0 2,5 --- --- --- 5,5 4,6 0,18 0,015 0,06 1,0 V
Inconel 738 61 16,0 8,5 1,7 2,6 1,7 0,9 3,4 3,4 0,17 0,010 0,10 ---
Inconel 792 61 12,4 9,0 1,9 3,8 3,9 --- 3,1 4,5 0,12 0,020 0,10 ---
M22 71 5,7 --- 2,0 11,0 3,0 --- 6,3 --- 0,13 --- 0,60 ---
MAR-M20060 60 9,0 10,0 --- 12,0 --- 1,0 5,0 2,0 0,15 0,015 0,05 ---
MAR-M200DS 60 9,0 10,0 --- 12,0 --- 1,0 5,0 2,0 0,13 0,015 0,05 ---
MAR-M246 60 9,0 10,0 2,5 10,0 1,5 --- 5,5 1,5 0,15 0,015 0,05 ---
MAR-M421 61 15,8 9,5 2,0 3,8 --- 2,0 4,3 1,8 0,15 0,015 0,05 ---
MAR-M432 50 15,5 20,0 --- 3,0 2,0 2,0 2,8 4,3 0,15 0,015 0,05 ---
NX188DS 74 --- --- 18,0 --- --- --- 8,0 --- 0,04 --- --- ---
René 77 58 14,6 15,0 4,2 --- --- --- 4,3 3,3 0,07 0,016 0,04 ---
René 80 60 14,0 9,5 4,0 4,0 --- --- 3,0 5,0 0,17 0,015 0,03 ---
SEL 51 15,0 22,0 4,5 4,5 --- --- 4,4 4,4 0,08 0,015 --- ---
SEL-15 58 11,0 14,5 6,5 1,5 --- 0,5 5,4 2,5 0,07 0,015 --- ---
TAZ-8A 68 6,0 --- 4,0 4,0 8,0 2,5 6,0 --- 0,12 0,004 1,00 ---
TRW-NASA
VIA
61 6,1 7,5 2,0 5,8 9,0 0,5 5,4 1,0 0,13 0,020 0,13 0,5 Re
0,4 Hf
Udimet 500 52 18,0 19,0 4,2 --- --- --- 3,0 3,0 0,07 0,07 0,05 ---

Tabela 1.2 – Composição Química de Superligas de Níquel Trabalhadas

Liga Ni Cr Co Mo W Ta Nb Al Ti Fe Mn Si C B Zr Outros
Astroloy 55,1 15,0 17,0 5,25 --- --- --- 4,0 3,5 --- --- --- 0,06 0,030 --- ---
D-979 45,0 15,0 --- 4,0 4,0 --- --- 1,0 3,0 27,0 --- --- 0,05 0,0100 --- ---
Hasteloy X 47,3 22,0 1,5 9,0 0,6 --- --- --- --- 18,5 0,50 0,50 0,10 --- --- ---
Inconel 600 76,6 15,8 --- --- --- --- --- --- --- 7,2 0,20 0,20 0,04 --- --- ---
Inconel 601 60,7 23,0 --- --- --- --- --- 1,35 --- 14,1 0,50 0,25 0,05 --- --- ---
Inconel 625 61,1 22,0 --- 9,0 --- --- 4,0 0,2 0,2 3,0 0,15 0,30 0,05 --- --- ---
Inconel 706 41,5 16,0 0,5 0,5 --- --- 2,9 0,2 1,75 40,0 0,18 0,18 0,03 --- --- ---
Inconel 718 53,0 18,6 --- 3,1 --- --- 5,0 0,4 0,9 18,5 0,20 0,30 0,04 --- --- ---
Inconel X 750 73,0 15,0 --- --- --- --- 0,9 0,8 2,5 6,8 0,70 0,30 0,04 --- --- ---
IN 102 67,9 15,0 --- 3,0 3,0 --- 3,0 0,4 0,6 7,0 --- --- 0,06 0,005 0,03 0,02Mg
IN 587 47,2 28,5 20,0 --- --- --- 0,7 1,2 2,3 --- --- --- 0,05 0,003 0,05 ---
IN 597 48,4 24,5 20,0 1,5 --- --- 1,0 1,5 3,0 --- --- --- 0,05 0,012 0,05 0,02Mg
IN 853 74,6 20,0 --- --- --- --- --- 1,5 2,5 --- --- --- 0,05 0,007 0,07 1,3Y2O3
M 252 55,2 20,0 10,0 10,0 --- --- --- 1,0 2,6 --- 0,50 0,50 0,15 0,005 --- ---
Nimonic 75 78,8 20,0 --- --- --- --- --- --- 0,4 --- 0,10 0,70 0,01 --- --- ---
Nimonic 80A 74,7 19,5 1,1 --- --- --- --- 1,3 2,5 --- 0,10 0,70 0,06 --- --- ---
Nimonic 90 57,4 19,5 18,0 --- --- --- --- 1,4 2,4 --- 0,50 0,70 0,07 --- --- ---
Nimonic 105 53,3 14,5 20,0 5,0 --- --- --- 1,2 4,5 --- 0,50 0,70 0,20 --- --- ---
Nimonic 115 57,3 15,0 15,0 3,5 --- --- --- 5,0 4,0 --- --- --- 0,15 --- --- ---
Nimonic PE.11 39,0 18,0 1,0 5,25 --- --- --- 0,85 2,35 33,5 --- --- 0,05 --- --- ---
Nimonic PE.16 43,5 16,5 1,0 3,3 --- --- --- 1,2 1,2 33,0 0,10 0,15 0,05 0,020 --- ---
Nimonic PK.33 55,9 18,5 14,0 7,0 --- --- --- 2,0 2,0 0,25 0,10 0,15 0,05 0,030 --- ---
Nimonic 120 63,8 12,5 10,0 5,7 --- --- --- 4,5 3,5 --- --- --- 0,04 --- --- ---
Nimonic 942 49,5 12,5 1,0 6,0 --- --- --- 0,6 3,9 27,5 --- --- 0,03 --- --- ---
Pyromet 860 43,0 12,6 4,0 6,0 --- --- --- 1,25 3,0 30,0 0,05 0,05 0,05 0,010 --- ---
RA-333 45,0 25,5 3,0 3,0 3,0 --- --- --- --- 18,0 1,50 1,20 0,05 --- --- ---
René 41 55,3 19,0 11,0 10,0 --- --- --- 1,5 3,1 --- --- --- 0,09 0,005 --- ---
René 95 61,3 14,0 8,0 3,5 3,5 3,5 --- 3,5 3,5 --- --- --- 0,15 0,010 0,05

 

TD Nickel 98,0 --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- 2,0ThO2
TD NiC 78,0 20,0 --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- 2,0ThO2
Udimet 500 53,6 18,0 18,5 4,0 --- --- --- 2,9 2,9 --- --- --- 0,08 0,006 0,05 ---
Udimet 520 56,9 19,0 12,0 6,0 1,0 --- --- 2,0 3,0 --- --- --- 0,05 0,005 --- ---
Udimet 700 53,4 15,0 18,5 5,2 --- --- --- 4,3 3,5 --- --- --- 0,08 0,030 --- ---
Udimet 710 54,9 18,0 15,0 3,0 1,5 --- --- 2,5 5,0 --- --- --- 0,07 0,020 --- ---
UnitempAF2-1DA 59,5 12,0 10,0 3,0 6,0 1,5 --- 4,6 3,0 --- --- --- 0,32 0,015 0,10 ---
Waspaloy 58,3 19,5 13,5 4,3 --- --- --- 1,3 3,0 --- --- --- 0,08 0,006 0,06 ---

Tabela 1.3 – Resistência à Tração (UTS) em Diferentes Temperaturas de Algumas Superligas de Níquel Fundidas (Unidade: MPa).

Liga 21 ºC 538 ºC 649 ºC 760 ºC
713C 849 862 870 939
713LC 897 897 1082 953
B-1900 974 1007 1015 953
FORD 406 1035 --- --- ---
IN-100 1014 1092 1111 1070
IN-162 1007 1022 1092 1007
IN-731 834 --- 897 917
IN-738 1099 1000 1063 966
IN-792 1172 --- 1090 1132
M-22 731 781 834 911
MAR-M 200 932 946 953 932
MAR-M 200 DS 1000 1015 1022 1049
MAR-M 246 966 1000 1035 1035
MAR-M 421 1082 946 966 953
MAR-M 432 1242 1104 1089 1077
NX 188 DS 1042 --- 1090 1193
René 77 1022 1015 1049 939
René 80 1029 1029 1029 994
SEL 1021 --- 911 876
SEL-15 1062 --- 1102 1090
TAZ-8ª 884 --- --- 884
TRW-NASA VIA 1049 --- 1139 1098
Udimet 500 932 897 884 855
WAZ-20 DS 897 --- 828 828

Tabela 1.4 – Resistência ao Escoamento (YS) em Diferentes Temperaturas de algumas Superligas de Níquel Fundidas (Unidade: MPa).

Liga 21 ºC 538 ºC 649 ºC 760 ºC
713C 739 704 718 745
713LC 752 760 786 760
B-1900 828 870 925 808
FORD 406 931 --- --- ---
IN-100 849 884 890 862
IN-162 815 794 855 849
IN-731 725 --- 745 774
IN-738 952 794 815 794
IN-792 1062 1102 1102 994
M-22 684 731 766 774
MAR-M 200 841 849 855 841
MAR-M 200 DS 862 876 890 925
MAR-M 246 862 862 862 862
MAR-M 421 931 815 821 862
MAR-M 432 1070 911 911 911
NX 188 DS 959 --- 1049 1146
René 77 794 731 718 690
René 80 855 731 725 718
SEL 904 --- 794 794
SEL-15 897 --- 863 814
TRW-NASA VIA 939 --- 945 945
Udimet 500 815 725 704 704

Tabela 1.5 – Resistência à Tração (UTS) em Diferentes Temperaturas de algumas Superligas de Níquel Fundidas (Unidade: MPa).

Liga 21 ºC 538 ºC 649ºC 760 ºC 871 ºC
Astroloy 1414 1242 1311 1159 773
D-979 1408 1297 1104 718 345
Hastelloy X 787 649 572 435 255
Inconel 600 621 579 448 186 103
Inconel 601 738 725 525 290 159
Inconel 625 855 745 711 504 283
Inconel 706 1297 1124 1014 690 ---
Inconel 718 barra 1435 1276 1228 952 338
Inconel 718 chapa 1276 1145 1034 676 ---
Inconel X-750 1117 966 828 483 234
IN-102 959 828 711 441 314
IN-587 1180 1034 1007 828 525
IN-597 1221 1139 1062 931 ---
IN-853 1207 973 828 580 228
M-252 1241 1228 1159 945 511
Nimonic 75 752 635 538 290 145
Nimonic 80 A 1235 1104 1000 758 400
Nimonic 90 1241 1104 1034 828 428
Nimonic 105 1145 1104 1075 966 607
Nimonic 115 1241 1090 1124 1083 828
Nimonic PE.11 1090 966 911 766 ---
Nimonic PE.16 855 725 635 456 179
Nimonic PK.33 1117 959 959 835 566
Nimonic 120 1151 1045 1051 1020 778
Nimonic 942 1405 1308 1226 792 ---
Pyromet 860 1297 1255 1110 910 ---
René 41 1421 1401 1339 1104 621
René 95 1620 1550 1462 1171 ---
TD Nickel barra 690 310 262 228 193
TD Nickel chapa 448 228 193 172 145
TD NiC 945 683 435 269 186
Udimet 500 1311 1242 1214 1041 642
Udimet 520 1311 1242 1173 725 517
Udimet 700 1408 1276 1242 1034 690
Udimet 710 1187 1151 1290 1021 704
Unitemp AF2-1DA 1290 1339 1359 1152 828
Waspaloy 1276 1172 1117 794 525

 

Tabela 1.6 – Resistência ao Escoamento (YS) em Diferentes Temperaturas de algumas Superligas de Níquel Trabalhadas (Unidade: MPa).

Liga 21 ºC 538 ºC 649 ºC 760ºC

871ºC

Astroloy 1048 966 966 910 690
D-979 1007 925 891 656 304
Hastelloy X 358 290 288 262 179
Inconel 600 248 193 179 107 62
Inconel 601 338 152 179 200 138
Inconel 625 490 407 421 421 278
Inconel 706 980 896 829 676 ---
Inconel 718 barra 1186 1064 1021 739 331
Inconel 718 chapa 1056 745 869 628 ---
Inconel X-750 635 580 566 456 166
IN-102 504 400 400 386 200
IN-587 704 624 614 607 400
IN-597 759 718 676 663 ---
IN-853 890 739 724 559 214
M-252 842 766 745 718 483
Nimonic 80 A 621 531 552 504 262
Nimonic 90 808 725 684 538 262
Nimonic 105 814 773 800 655 366
Nimonic 115 863 793 814 800 552
Nimonic 120 867 763 775 785 600
Nimonic 942 1062 964 999 880 ---
Pyromet 860 835 842 849 835 ---
René 41 1061 1018 1000 938 552
René 95 1310 1255 1220 1102 ---
TD Nickel barra 552 297 248 214 179
TD Nickel chapa 311 207 179 159 131
TD NiC 614 448 366 262 179
Udimet 500 842 793 759 731 497
Udimet 520 862 830 793 725 518
Udimet 700 965 897 855 829 635
Udimet 710 910 848 862 814 635
Unitemp AF2-1DA 1048 1095 1095 1005 717
Waspaloy 793 725 690 676 518

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